quarta-feira, 2 de abril de 2008
O medo de se pensar em Deus.
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Renata Renovato
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sexta-feira, 7 de março de 2008
O intrigante pontapé.
Em continuação ao que talvez fale por si mesmo, proponho uma sequência do que de maneira alguma foi finalizado. Ao falarmos de todos os aspéctos da filosofia platônica, abraçamos a transcendentalidade que o fez estar tão próximo das idéias, e a ver o mundo sensível a partir delas. Não é que Platão efetivamente o tenha feito, pois já se mostrou no mínimo balançado por sua própria teoria nos diálogos posteriores. Mas quando digo aqui ser esta sua visão, me refiro ao exacerbado e desmedido platonismo.
Para começar, nota-se que Platão esteve um tanto quanto mobilizado pela sofística, e sem dúvida foi ela o motor inicial de seu pensamento. É bastante comum ouvir pessoas dizerem conhecer Platão como filósofo, mas aos sofistas não, pois eram homens de Política e foram, ainda que importantes, passageiros na história, o que dizer na filosofia?
Possuímos sua presença tão evidente em nossas vidas, que ironicamente a consideramos ausente. Vivemos ou não num tempo onde as pessoas possuem suas opiniões e maneiras particulares de ver o mundo onde vivem? Será que isso seria um momento onde não sabe-se nada, e/ou apenas cada um de nós pensa saber alguma coisa? O critério do conhecimento foi salvo por Platão, mas inicialmente problematizado pelos sofistas.
Antes do período que chamo aqui de sofístico, era mais comum na Grécia que o pensamento se voltasse para a religiosidade. O momento em que os sofistas colocaram suas palavras no mundo, foi um período de grandes transformações no pensar grego, o que para muitas pessoas tanto de hoje quanto de séculos atrás tratava-se de tolas tagarelices... Mas sem sombra de dúvidas, foi muito mais do que isso.
O que isso que necessariamente quer dizer? Que talvez selecionemos nosso pensamento pelas pré-seleções já feitas. Isso é um tanto problemático, pois nossas raízes de pensamento são muito importantes para compreendermos como chegamos aqui, ainda que elos se rompam e rumos se desfaçam. O quanto os sofistas foram e são importantes para nós é um assunto para depois, o que vale ressaltar aqui, é que eles estão em sócrates, Platão, céticos e principalmente nos racionalistas modernos. O que já é no mínimo curioso.
Talvez eu esteja apenas dizendo coisas sem sentido para muitos dos que vão ler esse texto, principalmente por estar falando de figuras tão desconhecidamente conhecidas e de dificil compreensão. O que me faz gastar tanto tempo em leituras sobre estes que para muitos não passaram de homens que falam bem, democratas antigos ou enganadores, não se resume em poucas linhas, mas o que posso dizer para que seja notada toda sua peculiaridade ( sem considerá-los em particular) é que eram poetas da razão. Seria isso possível?
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Renata Renovato
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Por que esperar por um novo ano?
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Renata Renovato
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
CONVITE
O importante é dar a palavra ao diálogo. Aos amigos, escrevam, porque pensar não é uma filosofia que se adote, mas um filosofar que se arrisca.
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A QUESTÃO CENTRAL DE HEIDEGGER
(este é um esquema resumido de aula)
A QUESTÃO CENTRAL DE HEIDEGGER:
(ou esquecimento do velamento)
- traço constitutivo do pensamento como metafísica;
- questão central do pensamento de Heidegger;
- Onto: Ser pensado como ente: determinável;
- Teo: Este ente é causa e fundamento do real;
- Logia: discurso/razão: linguagem como instrumento de representação;
Antigüidade: Filosofia Antiga
Platão (ou platonismo): Ser como idéia;
Aristóteles (ou aristotelismo): Ser como enérgeia;
Medievo: Teologia
patrística (séc. II-VIII/Sto. Agostinho/ inf. platônica): Deus salvator
escolástica (séc. IX-XV/Sto. Tomás de Aquino/ inf. aristotélica): Deus creator
Modernidade: Filosofia e Ciência
Descartes (séc XVI): Sujeito racional: Res cogitans
Nietzsche (séc XIX): Sujeito volitivo: Vontade de Poder
Proposta Heideggeriana:
- Recuperar a questão do sentido do ser em sua Ambigüidade: presença-ocultante: fenomenologia.
- Libertar a linguagem de sua instrumentalidade, devolvendo-a à vigência poética (isto é, de instauração de sentido e verdade) mediante uma postura de escuta (Hermenêutica);
- Pensar a verdade fora dos eixos de representacão e de correção, mas sim na historicidade de um acontecimento (Ereignis);
- Isso retiraria o homem de sua posição determinante no centro do real, instaurando a possibilidade de compreensão do pensamento e da linguagem como um modo de ser, que é próprio ao homem, no sentido da habitação em que se dá sua existência (Da-sein), na medida em que a eles corresponde – fim do humanismo;
- Caminho: um passo-de-volta à um momento histórico em que o pensamento não se configurava metafisicamente, mas originariamente (Parmênides e Heráclito pensavam o originário: Physis), em busca não de um retorno, mas da possibilidade de, a partir do que não-foi pensado por eles (Ser como Ser, Linguagem como Linguagem), abrir novos caminhos ao pensamento que se encontra numa crise;
Leituras Básicas: 1. O que é isto, a Filosofia? – 2. Que é Metafísica? – 3. Sobre a Essência do Fundamento – 4. Sobre a Essência da Verdade – 5. Identidade e Diferença (em “Os Pensadores”) - 6. Logos – 7. Alétheia (em “Ensaios e Conferências)
Para quem entende inglês falado e se interessa pelo pensamento de Heidegger, abaixo os links para You Tube com o capítulo sobre Heidegger do especial da BBC, "Human, All too Human", em 6 partes.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
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Anônimo
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